De empregado a dono: cooperativas de trabalho avançam para setores finalísticos

Trabalhadores se unem para oferecer propostas mais competitivas e obter mais ganhos

As Cooperativas de Trabalho e Produção de Bens e Serviços chegam a 34 em Mato Grosso e juntas reúnem 27.864 cooperados, conforme dados do Sistema de Organização das Cooperativas Brasileiras em Mato Grosso (OCB/MT). Elas integram os mais diferentes segmentos, excluindo saúde e transporte, e ganham mais visibilidade com as mudanças trabalhistas que ocorreram e as que estão por vir.

Desde que a Lei 13.429/17 entrou em vigor, com a reforma trabalhista, as possibilidades de terceirização foram ampliadas. Deixaram de ser restritas às atividades meio para se estender até as áreas finalísticas (as responsáveis diretamente pelo lucro da empresa).

Segundo Vanderlei Borges, representante do setor de cooperativas de trabalho, as novas regras mostraram aos profissionais que eles não conseguiriam vencer as concorrências em preço de forma solitária, o que fez com que as cooperativas fossem vistas como uma saída para maiores ganhos por parte do trabalhador e jornadas mais flexíveis.

Atualmente, as cooperativas de serviços diversos, como porteiros, serviços gerais, garis, coleta de lixo e zeladoria têm aparecido com frequência na rotina das prefeituras e empreendimentos em geral porque são atividades meios e já tinham uma clareza legal de atuação. Contudo, existe um fomento dos trabalhos de nível técnico e superior, que vão se beneficiar mais da nova legislação.

A principal vantagem para o trabalhador cooperado em relação ao contratado, explica Borges, é que as cooperativas não visam lucro e o excedente é rateado entre os próprios cooperados, que também são donos do negócio. Ele ainda participa das tomadas de decisão, fato que gera mais engajamento aos profissionais na execução das tarefas.

“É um sistema onde as decisões são tomadas em conjunto e os ganhos são iguais e proporcionais a quantidade, complexidade e a especificidade da tarefa assumida pelo cooperado”, explica.

Em ambos os casos – serviços diversos e técnicos -, os contratantes acabam beneficiados porque não precisam gerir as questões trabalhistas e conseguem ter um valor mais acessível pela prestação do serviço.

 

Fonte: https://olivre.com.br/de-empregado-a-dono-cooperativas-de-trabalho-avancam-para-setores-finalisticos

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