Projeto ‘Faça você mesmo’ estimula criatividade no mercado de trabalho

Construir, consertar e recriar objetos, um projeto com a proposta do “Faça você mesmo”, pensada para atender uma necessidade de adaptação ao mercado de trabalho e aos novos meios tecnológicos, está com as inscrições abertas ao público até o próximo dia 16. O projeto é fruto de uma parceria entre a Fundação Cultural do Pará (FCP) e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet).

A iniciativa quer preparar os alunos para o novo mercado de trabalho, capacitando-os para programação, pensamento computacional, robótica, inteligência artificial, modelagem e impressão 3D.

Os cursos oferecidos pelo Amazon Maker são de Programação e Robótica, Modelagem, Informática Básica e Impressão 3D. As aulas serão ministradas duas vezes por semana, nos espaços da Fundação Cultural: Centur, Casa das Artes, Casa da Linguagem e Curro Velho.

O objetivo é incentivar pessoas a pensarem de forma criativa, eficiente, lúdica e prática, a fim de resolver os problemas gerados pelo cotidiano com ênfase no mundo do trabalho. Podem se inscrever adultos e adolescentes a partir de 14 anos.

“A cultura maker está entre nós, e este conceito surgiu da vontade e da necessidade das pessoas de construir e produzir objetos por conta própria. O surgimento de novas tecnologias como a placa arduíno, impressoras 3D, cortadoras a laser e kits de robótica incentivou e popularizou esse movimento. Pensado nisso, e como forma de acompanhar as mudanças constantes em diversos âmbitos, firmamos a parceria entre FCP e Sectet com propostas inovadoras, além de proporcionar novos desafios didáticos e estruturais com grandes estímulos a nossa comunidade com a arte de aprender fazendo por conta própria”, avalia o presidente da FCP, Thiago Miranda.

Inovação- O estímulo à criatividade e ao raciocínio no trabalho em conjunto é um dos principais benefícios da Cultura Maker, já que o curso de programação e robótica vai muito além da programação de robôs. Trata-se de um processo de aprendizagem.

O conhecimento de informática é um requisito essencial no currículo, por isso o curso de informática educativa oferece ao participante toda a informática básica, desde conceitos do sistema operacional até o uso prático e técnico de aplicativos de textos e planilhas, trazendo opções importantes que facilitam a vida e a organização do trabalho.

“Mão na massa” – A Cultura Maker tem a premissa de que todos podem fabricar, construir, consertar e recriar objetos com as próprias mãos. É a lógica de “colocar a mão na massa”, buscando soluções simples para problemas complexos. A FCP acredita que pode tornar o aluno um vetor de empoderamento, fortalecendo a ideia de autonomia, estimulando assim uma atitude ativa como também valoriza sempre a inovação e o espírito empreendedor. É o que também acredita o aluno Ray Oliveira nascimento, que já participou do primeiro módulo do curso.

“Eu fiz um curso de informática básica, no qual eu aprendi a fazer digitação, centralizar textos, e outras várias funções. Nesse curso eu fiz impressões 3D, no qual aprendi a fazer bonecos e objetos, através do computador. Assim, o Amazon Maker me ajudou em várias coisas, através da digitação que eu não sabia, me ajudou a aprender, consertar e recriar objetos, no qual podíamos fazer qualquer objeto, qualquer um mesmo. Estou gostando bastante e considero os cursos ótimos! Já chamei até meus amigos para participar e aprender também”, conta Ray.

Assim, o ensino Maker contribui para um melhor desempenho e participação dos estudantes em atividades escolares, contribuindo também para o aumento da capacidade socioemocional. Nos laboratórios de inovação e tecnologia há uma variedade de materiais e equipamentos que viabilizam a concretização desse conceito.

“No mês de maio tivemos a implantação dos Laboratórios Makers em nossos espaços culturais voltados para que os alunos transformem a teoria em prática, lugar onde criações e ideias podem ser construídas de forma rápida e barata. Podem ser brinquedos, robôs, aplicativos, enfim, tudo que for da vontade desses alunos, sendo estes ambientes destinado a dar suporte a estas realizações. Zelamos pela liberdade de criação, inovação, compartilhamento de projetos, além de trabalho em equipe. Nossos instrutores estão sempre por perto para passar a base teórica necessária para os alunos, nunca podando a criatividade, mas sim incentivando para que inovem cada vez mais”, informa a coordenadora do projeto pela Sectet dentro dos espaços da fundação, Juliana Monteiro Nery.

 

Fonte: https://www.agenciapara.com.br/noticia/46184/projeto-faca-voce-mesmo-estimula-criatividade-no-mercado-de-trabalho

 

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