Tendências que vão gerar impacto nas cooperativas

O mundo está em constante mudança, assim como suas demandas e necessidades. A busca por praticidades, soluções para novas questões e adequação com a tecnologia são aspectos muito presentes e decisivos para o futuro de todos, principalmente das cooperativas.

O processo de transformação digital é um dos assuntos que devem estar sempre em radar e só acontece, de fato, quando traz resultados velozes e realmente muda o dia a dia da organização de forma consistente, fazendo com que ela se torne muito mais ágil e efetiva.

Organizações que adotam as mudanças que o digital propõe, impulsionam o potencial humano em torno de inovações e fomentam muito assuntos que rondam o mercado hoje e que devem fazer parte do dia a dia da sua cooperativa.

Pensando nisso, separamos quais são os temas que vão rondar a realidade cooperativista e ajudamos você a entender o porque deve se atentar constantemente a eles.

1. Criação de novos modelos de negócio
A tendência é que nos próximos anos, devido ao crescimento exponencial do uso de tecnologias e do surgimento de ferramentas diferenciadas, novos modelos de negócio disruptivos tomem conta do mercado. Produtos e serviços serão – cada vez mais – oferecidos em plataformas de experiências completas que possibilitarão entregar valor aos consumidores com velocidade e em formatos antes inimagináveis.

A maneira como você vê uma loja física hoje, provavelmente, não será a mesma em 2025. As experiências em Realidade Virtual (RV), por exemplo, devem se tornar cada vez mais comuns e existirão mais robôs do que você imagina hoje para realizar um atendimento. A possibilidade de fazer compras sem precisar passar no caixa para efetuar o pagamento – o famoso self-checkout – também devem se tornar prática usual. A Amazon já faz isso nos Estados Unidos e a expectativa é que em um futuro próximo essa forma de consumo se torne mainstream no mundo.

Além disso, o omnichannel, tendência que se baseia na convergência de todos os canais utilizados por uma organização, avança para uma nova era na qual não se enxerga mais fronteiras entre o online e offline, procurando ter a mesma experiência em todos os pontos de contato com a organização. Jornadas cross-channel passarão de exceção a regra.

Esses são alguns exemplos, mas o importante neste ponto não é pensar em como inovar, mas em como inovar para o seu consumidor. É importante ter sempre em mente de que há um verdadeiro rompimento de padrões de consumo de toda ordem. A cada novo ano as organização serão desafiadas a criar soluções ainda mais incríveis, melhorando as experiências na ponta da cadeia.

2. A era da voz e da experiência
Uma das formas de tornar a experiência de consumo ainda mais amigável e atual é usando os recursos de voz. A expectativa, segundo um estudo feito pela Adobe no final de 2018, é que ainda em 2019 mais da metade da população americana terá um assistente de voz dedicado (smart speaker). Além disso, especialistas do Gartner apontam que as marcas pioneiras no uso de voz no e-commerce vão conquistar até 30% a mais no faturamento.

Todas as apostas vão na mesma direção: nos encaminhamos para uma era screenless, em que o único esforço para fazer uma compra será dar alguns comandos por voz. “Em vez de desbloquear uma tela, abrir um aplicativo, digitar, selecionar opções, as próprias plataformas de IA podem fazê-lo por você a partir de uma orientação ou, em um futuro muito próximo, de forma proativa, sem necessidade de comando prévio”, explica Marcelo Trevisani, CMO da CI&T.

3. Downgrading
Outro tema que deve permanecer em alta até 2025 é a simplicidade existente por trás de processos, produtos e serviços. Cada vez mais, a premissa do “menos é mais” deve estar em evidência. De acordo com Trevisani, parte da população já está saturada com o excesso de novidades e, então, opta por versões mais básicas de serviços e produtos. “É a simplicidade como prioridade”, enfatiza.

Portanto, devemos acompanhar nos próximos anos as marcas escolhendo pelo efetivo sem complicações, oferecendo para o mercado soluções muito práticas, mas não menos tecnológicas.

4. O fator humano
Pode parecer contraditório, mas em um contexto cada dia mais digital, nunca se falou tanto da importância do humano para analisar dados, contextualizar informações e criar o novo. A tecnologia, então, deve ser entendida apenas um meio para impulsionar o potencial humano.

Profissionais preparados para elaborar estratégias com foco no consumidor e utilizar de forma efetiva tecnologias como sistemas com inteligência artificial, impressoras 3D, sensores conectados, softwares na nuvem, wearables e funções de Realidade Virtual ou Realidade Aumentada, são capazes de criar experiências memoráveis e gerar impactos de negócio.

Segundo o CEO da CI&T, Cesar Gon, “quanto mais a tecnologia nos dá ferramentas para mudar o mundo, mais o fator humano importa. É o potencial humano como agente transformador, de impulsionar a evolução, que nos move para além dos resultados que as tecnologias por si só seriam capazes de gerar”.

Assim, as empresas devem, também, preparar-se para alavancar o potencial de suas pessoas, por meio de um olhar voltado para o estímulo ao aprendizado, à experimentação, à colaboração e ao bom aproveitamento de suas capacidades. O caminho para isso passa por estabelecer novas práticas de gestão e operação e modificar a experiência do colaborador com forte apoio do RH.

5. Tecnologias
Como já dito no item anterior, as tecnologias são as ferramentas de impulsionamento das potencialidades humanas e da organização. Elas são as facilitadoras que ligam a habilidade das pessoas ao desenvolvimento de novos produtos e serviços capazes de gerar impacto positivos de negócios e disromper mercados.

Nos próximos anos, algumas tecnologias despontam como as responsáveis por gerar oportunidades e também por modificar o mercado de forma muito significativa em todo o mundo. Vamos destacar quatro delas.

A primeira será a Inteligência Artificial (IA), devido à democratização do seu uso. Se ainda temos dificuldade para criar soluções em IA, nos próximos anos – devido ao avanço da computação em nuvem, às soluções open source e à expansão da comunidade de profissionais de desenvolvimento -, essa tecnologia estará amplamente disponível. Existirão robôs autônomos trabalhando ao lado de profissionais em serviços de atendimento, por exemplo, ampliando a possibilidade de que as pessoas se dediquem a tarefas que agregam mais valor à empresa.

A segunda tecnologia que destacamos é a Análise Aumentada (Augmented Analytics). A quantidade crescente de dados gerados é avassaladora. Logo, para não perder insights que podem gerar oportunidades importantes, surge um novo recurso de análise de dados: a análise aumentada. Com ela, somada à IA, é possível automatizar a função de ciência de dados, identificando automaticamente conjuntos de informações, desenvolvendo hipóteses, reconhecendo padrões e criando modelos. Assim, o trabalho que até então era realizado por cientistas de dados e analistas de BI, passa a ser automatizado, deixando esses especialistas mais livres para usar o seu potencial de análise de informações.

Projeções recentes da consultoria Gartner apontam que, até 2020, mais de 40% das tarefas de ciência de dados serão realizadas desta forma resultando em aumento de produtividade, maior percentual de eficiência e, consequentemente, maiores impactos de negócio.

Em seguida, o destaque vai para as experiências imersivas possibilitadas pela já citada realidade aumentada, realidade mista, realidade virtual e por tecnologias como a impressão 4D. Casas conectadas com o uso de sensores, IA e voz e ambientes de trabalho mais inteligentes devem gerar experiências bastante personalizadas nesse campo. De acordo com o Gartner, até 2022, 70% das empresas estarão experimentando tecnologias imersivas para consumidores e empresas e 25% as terão implantado na produção de seus produtos e serviços.

Outra tendência é o Blockchain, a conhecida tecnologia que dá vida ao Bitcoin e outras criptomoedas. O Blockchain é uma cadeia de blocos armazenada em um banco de dados descentralizado capaz de armazenar registros de operações de maneira permanente, inviolável e sequencial, fazendo com que ele funcione como um grande livro razão distribuído na rede, imutável e livre de fraudes. Por permitir a realização de quaisquer transações e a verificação instantânea de sua validade, o sistema imprime transparência, velocidade e agilidade para as operações, além, é claro, de dispensar intermediários. Assim, o sistema pode, facilmente, reduzir custos, os tempos de liquidação das transações e melhorar o fluxo de caixa.

Por essas e outras razões, as empresas devem começar a avaliar a tecnologia e prototipar soluções utilizando-a. Só para se ter uma ideia, a Forbes divulgou recentemente que 50 empresas entre as gigantes do mercado (com receitas mínimas de US $ 1 bilhão) já estão fazendo uso da tecnologia ou estão em fase de testes.

Para não perder o barco e ter sucesso nos próximos anos é necessário se atentar sempre às novidades que a tecnologia apresenta, analisar mudanças de modelos de operação e de negócios e contar com especialistas para direcionar seus movimentos.

Redação MundoCoop

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