Juventude cooperada

A despeito do descaso governamental, cooperativas e empresas privadas trabalham para valorizar e inserir os jovens no mercado de trabalho

Em cooperativas ou na iniciativa privada, a inclusão dos jovens nos negócios sempre traz imensuráveis benefícios. É o sangue-novo necessário para a inovação. Profissionais mais experientes sabem disso (aliás, claro, já foram jovens também), e aqueles que são mais seguros, naturalmente, assumem postura de valorizar e incentivar a participação dos jovens no ambiente corporativo.

“Costumo dizer que a vida é um trem no qual embarcamos quando nascemos e desembarcamos numa outra hora, inevitável. Os trilhos sobre os quais ele corre são o amor e a justiça. O combustível é a esperança. Tudo isso faz parte do ideário juvenil, de modo que o cooperativismo se encaixa como uma luva a este ideário”. A frase cunhada por Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, Coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, presidente do Conselho Superior de Agronegócio da FIESP e professor de Economia Rural da UNESP/Jaboticabal, demonstra perfeitamente bem como os jovens atualmente estão cada vez mais engajados e alinhados com a cultura cooperativista.

Na última Assembleia Geral da ACI (Aliança Cooperativa Internacional), realizada em Oslo, Noruega, no ano passado,  chamou a atenção a participação do público jovem que buscava mais informações sobre o cooperativismo. No Brasil, esse movimento já se observa há mais de dez anos. Em agosto de 2002, ocorreu o 1º Encontro Nacional de Jovens Cooperativistas, em Bonito, Mato Grosso do Sul. Em São Paulo, o Sistema Ocesp/Sescoop-SP promove, anualmente, o Encontro de Jovens Cooperativistas. Cerca de 300 jovens participaram no ano passado. Neste ano, o encontro será realizado entre os dias 15 e 17 de outubro, em São Pedro, interior do Estado.

Investir nos jovens é uma necessidade para o futuro não só das cooperativas mas de qualquer negócio ou, ainda, de qualquer nação. Desperdiçar o talento e a energia dos jovens, é condenar o futuro de seu negócio. Um exemplo de empresa verdadeiramente interessada nas positivas contribuições dos jovens, é o programa realizado pelo Instituto Coca-Cola Brasil, batizado de Coletivo Jovem. A ideia é inspirar e empoderar jovens de 16 a 25 anos, moradores de comunidades urbanas de baixa renda, por meio da capacitação e desenvolvimento profissional, valorização da autoestima e conexão com novas oportunidades de geração de renda.

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Fonte: Mundo COOP

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